figurinhas do rock: Hard Rock
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sexta-feira, 30 de março de 2012

Van Halen de volta com Dave Lee Roth: a grande notícia dos últimos anos

Estreio nesse blog escrevendo (com algum atraso, é verdade) sobre o que considero o grande lançamento e a grande notícia dos últimos anos: o novo disco de inéditas do Van Halen.

Não pelo disco em si.

Não pela volta do Van Halen em si.

O motivo da fodalhice dessa notícia é o retorno do Van Halen com Dave Lee Roth nos vocais.

Depois de muitos anos tendo como vocalista um senhor chamado Sammy Hagar (que até canta bem, mas, como você sabe, não tem o "right stuff"), a banda que ajudou a criar o hard rock atual traz de volta aos palcos o homem que ajudou a criar o conceito atual de frontman.

Ao lado da Revelação que significou a contribuição do guitarrista Eddie Van Halen à sonoridade e à técnica das bandas de rock pesado, a postura de palco saracoteante de Dave Lee Roth ditou os rumos da performance de um frontman de superbanda digno da definição.

Com Roth, foi hiperbolizada a ideia, que já se percebia em algumas bandas de hard rock, de que o vocalista não é apenas um cantor, mas um showman, por isso sua apresentação inclui figurinos escandalosos, movimentos acrobáticos e muito rebolado (alguém aí lembrou do Elvis?).

Mas a performance de Roth não era apenas visual. Ele tinha mojo também para cantar. Sua voz rouca e seu estilo cheio de punch casavam perfeitamente com a proposta sonora do grupo:




Esse estilo único fez muita falta após a saída de Roth da banda, no auge do sucesso, em 1984. O estilo de cantar do seu substituto, Sammy Hagar, era redondinho demais, certinho demais, careta demais. Faltava a Hagar a macheza meio gay de Roth, a coragem de ser ridículo, a desenvoltura, o talento para se conectar à plateia e levá-la ao orgasmo.

Agora, o grande Dave Lee Roth está de volta à ativa com a sua banda. Mais velho. Menos brega. Com menos fôlego, menos preparo físico, menos voz. Mas, com um pé nas costas, o velho ainda dá de 10 a 0 na maioria desses jovens que fazem sucesso hoje em dia: 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Musas do Rock: Orianthi


Venho através desse post fazer uma homenagem à uma das mais talentosas guitarristas do Rock de todos os tempos. Vim falar de Orianthi.

Ela ficou conhecida por ser a guitarrista de Michael Jackson para a turnê This Is It, interrompida pela trágica morte do cantor. Porém sua carreira musical começou bem antes disso.

Ela nasceu na Austrália, e conheceu a música cedo. Aos 6 anos começou a "arranhar" em violões que seu pai, músico, deixava espalhados pela casa. Aos 12 anos, depois de assistir a um concerto do (pausa para reverência) Carlos Santana, começou a tocar guitarra.


Desde os 14 anos começou a tocar com bandas de amigos, e desde os 15 largou a escola para se dedicar à carreira musical de forma séria. E nesse mesmo ano abriu um show para Steve Vai (!). 

Desde então fez diversas participações, como em shows de Santana, no Crossroads Guitar Festival, tocando ao lado de Eric Clapton, tocou com Prince, apareceu na lista de negócios do New York Times divulgando guitarras acústicas eco-frindley (?), e ainda é considerada uma das 12 maiores guitarristas de sempre.

Tem uma carreira solo se consolidando, sendo uma guitarrista extremamente técnica (vide Heaven In This Hell), mas também surpreendentemente emocional (vide How Do You Sleep), e além disso tem dotes vocais fantásticos, tendo uma voz doce e muito bela, gostosa de ouvir. Tem um bom gosto impressionante, ousando bastante, e mostrando que o Rock com elementos comerciais tem ainda muito à oferecer de bom.


Mescla Hard Rock, gêneros acústicos e pop de forma incrivelmente harmônica, mostrando um talento nato, que merece ser observado.


(E claro, além disso ela é linda, uma das mulheres mais bonitas que já vi)

Mas mesmo assim seu maior "êxito" foi ser escolhida para ser a guitarrista de Michael Jackson na sua tão esperada última turnê. Sobre essa escolha, Orianthi disse:

"Eu não sei exatamente porque é que me escolheu, mas ele viu os meu vídeos no You Tube e adorava-os. Ele teve outros guitarristas como opção, mas quando veio assistir à minha audição, toquei o solo de 'Beat It' para ele. Depois disso, ele ficou tão feliz que se levantou e agarrou o meu braço começando a andar para cima e para baixo no palco comigo. Ele disse, "Você pode tocar outra vez para mim?" 

"Depois disso contratou-me, naquela noite. Eu gostaria que ele ainda estivesse aqui. Ele fez com que eu acreditasse mais em mim e eu aprendi muito com ele. Quando fui para os ensaios, pensei que iria só fazer solos de guitarra. Mas a maioria das vezes estava a tocar acordes e ritmos funky."

Ela tem vários momentos bons para serem observados, mas vou postar aqui dois dos melhores. O primeiro é seu cover da música Highly Strung de Steve Vai, onde ela fez um dueto com ele, e o segundo é uma "prévia" do EP lançado ano passado, Fire, onde é mostrado um trecho de cada música gravada no estúdio. Confiram, TENHO CERTEZA de que não irão se arrepender.





segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

That Metal Show, O Melhor Programa de Rock da TV



Para os metaleiros (e rockeiros) de plantão, nunca foi fácil encontrar programas de TV que falassem sobre o estilo de forma aberta e sem preconceitos sobre o estilo.

Mas eis que a espera terminou. A VH1 abriu desde 2008 espaço em sua programação para um programa de Metal e Hard Rock, um talk show bem ao estilo americano, com entrevistados em cada episódio, e o seu nome é That Metal Show.

Através dos episódios e temporadas, foram entrevistados dezenas de músicos, ícones do Rock de todos os tempos, e assim fica-se conhecendo mais sobre esses artistas, de forma leve e descontraída. Nas 5 primeiras temporadas tinha 21 minutos de duração, e nas seguintes conta com 40 minutos de puro Rock N' Roll!


O programa é comandado pelo famoso radialista americano Eddie Trunk, e é co-apresentado por Jim Florentine e por Don Jamieson.


Jim Florentine, Eddie Trunk e Don Jamieson
As entrevistas são muito divertidas, pois os artistas que vão lá são piadistas natos, e não hesitam em fazer piadas dos apresentadores. Além disso, rockeiros são clássicos "bocas sujas", então pode se imaginar quantas bobagens são ditas.


Nas 9 temporadas (até o presente momento), já apareceram vários quadros, sendo que os principais são:

Stump The Trunk (Detone o Trunk) - O apresentador Eddie Trunk tem um conhecimento absurdo sobre o mundo do Rock, então isso é testado pela platéia. Pessoas dela fazem alguma pergunta do mundo do Rock para ele, e se ele não souber a resposta, a pessoa ganha algum prêmio, sendo algum CD, DVD ou outro item.

The Throwdown - Dois minutos no relógio, e o artista entrevistado e os apresentadores discutem sobre algum tema, geralmente debatendo sobre dois itens, como qual CD ou artista foi o mais importante ou influente naquele período comentado.

Pick of the Week - A escolha da semana. É apresentado algum disco de alguma banda, uma espécie de consultoria para as pessoas conhecerem algum grupo ou disco interessante e inovador.


Já passaram pelo programa nomes como: Ronnie James Dio, Zakk Wylde, Kirk Hammet, Yngwie Malmsteen, Steve Vai, Joe Lynn Turner, Joe Satriani, Mike Portnoy, Rob Halford, Lemmy Kilmister, entre outros, para conhecer todos que já passaram pelo programa clique aqui.


É meio difícil encontrar episódios legendados do programa, o que é ruim para gente que não entende muito de inglês, como eu, mas no Youtube há vários episódios completos, e a quarta temporada está inteiramente legendada nesse link, direto do site da VH1 Brasil.


Pra quem tem uma TV à cabo como a SKY, vale à pena olhar o programa, ele realmente é muito bom, garanto que não irá se arrepender por dar uma conferida em alguns dos episódios.


Recomendo!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Discos Injustiçados: Shades Of Deep Purple - Deep Purple


Venho hoje falar de um disco do Deep Purple que a maioria das pessoas sequer sabe que existe, e com certeza é considerado um dos mais inexpressivos do Purple.

O disco de estréia do Deep Purple merece destaque no mundo da música por “não parecer” Deep Purple. Ora, como assim?

Bom, é que primeiro é necessário se ambientar a época em que ele foi feito. Era 1968, e o Rock tal como o conhecemos ainda não havia sido criado. Hendrix havia despontado em Londres há pouco tempo, Jimmy Page ainda estava formando o Led Zeppelin, os Beatles ditavam as regras, e não havia nenhum padrão sobre o que era rock pesado ainda.

Então cinco cabeludos se uniram através de uma idéia no mínimo inusitada de Chris Curtis, na qual vários músicos talentosos se uniriam e revezariam em volta da sua bateria, como num carrosel (o nome do grupo seria Rondabout).

Mas Curtis saiu do grupo, e os restantes tinham uma gravação marcada e poucas músicas para compor o disco. Ora, e o que fazer agora? Em grupos comuns uma situação dessas seria desastrosa, mas esse não era um grupo comum.

De nome novo (Deep Purple, nome da canção favorita da avó do guitarrista Ritchie Blackmore) juntaram as composições prontas e fizeram releituras de músicas famosas na época, entrando em estúdio e gravando o primeiro álbum, Shades Of Deep Purple.

O álbum traz os moles do que seria o Purple, mesmo estando absurdamente distante do som pelo qual o grupo seria conhecido. Os duetos de teclado e guitarra entre Ritchie Blackmore e John Lord já podem ser ouvidos, embora de forma mais contida, e a sessão rítmica da banda cumpre bem seu papel, sem excessos nem exibições pessoas, tocando o necessário (esse, aliás, que é um dos princípios do grupo).

O som tende para o Progressivo em alguns momentos, o que pode ser visto na faixa inicial, And The Adress, um instrumental de grandíssima qualidade, com os riff’s simples e gostosos de ouvir do grupo já aparecendo. Em seguida é a vez de Hush, música do artista Joe South, que tornou o Purple bastante popular nos EUA. É dançante, poderosa e contagiante. Uma bela escolha de cover, sem dúvida.

Mais uma original do grupo em One More Rainy Day, música mais lenta e embalada, que me lembrou um pouco os Beatles, e também Frank Zappa nos refrões. A música seguinte é dividida em duas partes, a) Prelude: Happiness e b) I'm So Glad, sendo a primeira uma introdução fantástica com base na música espanhola feita pela banda, e a segunda uma regravação de uma música do Cream. A união das duas ficou perfeita, muito harmoniosa, e parece que é uma música só.

Mandrake Root traz um estilo pulsante e contagiante, pesado e ao mesmo tempo plácida, realmente muito boa. A seguinte é uma grata surpresa para fãs dos Beatles. Trata-se da regravação da música Help, sucesso da banda na época, e que apresenta arranjos muito diferentes do original, e faz desse um trabalho surpreendente e único.

Love Help Me talvez seja a música que mostra mais presença do som futuro da banda, com ritmo mais embalado e rápido, instrumental simples e preciso em todos os sentidos, e com destaque para a bateria agressiva de Ian Paice, que surpreende pela precisão.

E, para encerrar, uma das melhores regravações que já vi, pois apresenta arranjos extremamente diferentes do original, da música Hey Joe de Jimi Hendrix, iniciada e terminada por melodias espanholas, que dão um toque especial ao som dinâmico da faixa.


Com certeza um dos grandes momentos dos anos 60, o início de uma das maiores e mais bem sucedidas carreiras já feitas até hoje, que merece estudo. Pode não possuir aquele som épico encontrado nos álbuns clássicos do grupo, mas foi o que possibilitou a criação dele, e de certa forma de toda a estrutura do Rock Pesado dos anos 70.


É um disco profundo, que tem um som diferente do habitual, e que deve ser ouvido com cuidado para ter sua proposta melhor dissecada.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

[RESENHA] CD Judas Priest - Sad Wings Of Destiny - Gull Records - (1976)


Não é segredo para ninguém que tem o mínimo de conhecimento musical que o Judas Priest é uma das maiores bandas de Heavy Metal de todos os tempos. O som da banda, mais influenciado pelo Hard Rock foi um dos pilares do som pesado moderno, e permanece como um dos melhores momentos do Heavy Metal em todos os sentidos.
O disco em questão é um dos melhores da carreira do grupo, mostrando um equilíbrio perfeito entre todas as tendências trazidas no anterior, o pulsante Rocka Rolla, mas que excluiu os elementos de Blues presentes no disco anterior, e trouxe um Judas mais cru e pesado, pronto para surpreender a cada acorde tocado.
Inicia com a fantástica Victim Of Changes, uma música com muitos momentos distintos, e que traz um Heavy Rock de grande qualidade, que mostra toda a capacidade da banda, e um Rob Halford com uma voz mais madura. Pode ser considerada duas músicas em uma, pois a parte pesada do início contrasta com o meio mais plácido, dando um contraponto fantástico. Volta ao peso no fim, com vocais estridentes e muito desafiadores.


Prepare-se, pois é hora de um clássico! The Ripper traz um som mais cru e cadenciado, com lick’s incríveis de guitarra, e um vocal impecável.
Dreamer Deceiver traz um momento de maior complexidade, com dedilhados belíssimos, aliados a vocais mais suaves. Vai evoluindo e ganhando peso com o passar do tempo, tendo um final apoteótico e inebriante, que eu considero o melhor momento do álbum. Os solos longos de guitarra são de arrepiar, e mostram toda a técnica dos guitarristas.
Que baita música! Deceiver mostra um Hard Rock pulsante bem ao estilo dos anos 70, com baixo suingado, bateria precisa, guitarras “escachadas” e vocais desafiadores.
Prelude, ah Prelude, uma música instrumental com teclados, e guitarras estridentes na parte final. Tem uma evolução bem interessante, e é boa para dar equilíbrio ao disco, para ele não se mostrar pesado demais. Acho meio estranho a colocação dela no meio do disco, mas isso foi coisa decidida pela banda...




Mais um Heavy Rock classudo da banda, com vocais “pegajosos”, riff’s brilhantes e sessão rítmica contida é mostrada em Tyrant, um dos destaques do álbum.
É seguida por uma música fantástica, a pesada e dinâmica Genocide, com clima viciante e guitarras precisas. Pra mim é a essência do som que tornaria o grupo mundialmente conhecido.
O momento mais fraco do disco vem com Epitaph, uma balada teclado/voz um tanto quanto chata e lenta, que mostra um ponto de menor criatividade do grupo.
            Island Of Domination engata na outra, e logo se transforma em uma música pesada e pulsante, com mudanças nos tempos, tudo feito de forma harmoniosa e com muito bom gosto. Os lick’s rápidos e estridentes de guitarra são para mim os grandes destaques da faixa, e encerram de forma magistral esse álbum (quase) impecável.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Afinal, Qual é a Melhor Fase do Guns N' Roses?

Tema de discussões sem fim, embora os defensores da fase inicial sejam maioria...

O fato é que, na fase inicial, do disco Appetite For Destruction o Guns era exclusivamente uma banda de Hard Rock. A imagem do baterista Steven Adler e do guitarrista base Izzy Stradlin tornavam essa imagem ainda mais forte.


Porém, à partir do disco Use Your Illusion essa imagem Hard Rock da banda foi substituída por uma de Metal, de um som mais complexo.


Muitos dizem que a mudança se deve a entrada do baterista Matt Sorum, mas eu discordo. A grande qualidade e complexidade ritmica de Sorum sem dúvida ajudou a banda a quebrar barreiras musicais, o que possivelmente  os fez tornar o som da banda mais complexo, mas de nenhuma forma foi o único responsável pelo som Metal do grupo. 


Todos os músicos evoluíram muito nesses anos, principalmente Slash e Duff, o que foi fundamental para o crescimento da banda como um todo.
Pra mim o som do Appetite For Destruction é Hard Rock puro, mas o dos Use Your Illusion I e II é universal. Ora como assim? Bem é que ao abrir o leque de possibilidades musicais o Guns tornou seu som diferente de tudo o que estava sendo feito na época no Rock, e possibilitou que a banda se tornasse a maior da década de 90.


Acho que faltava algo na formação inicial do Guns que tornasse a imagem da banda tão impactante como a que foi apresentada na Use Your Illusion Tour. A imagem de Gilby Clarke com a Les Paul pra mim é muito mais empolgante que a de Izzy com uma guitarra semi acústica.


Os shows de 3 horas dessa turnê também eram geniais, e ninguém desde o Led Zeppelin tinha  se atrevido a fazer shows dessa magnitude, com improvisos longos, solos de guitarra de arrepiar e, é claro um solo de bateria de mais de 7 minutos. 


Isso não é pra qualquer um, e acredito que foi fator decisivo para eu preferir o Guns da Use Your Illusions ao Guns do Appetite For Destruction.


O som Hard Rock foi transformado em um som complexo e dinâmico, cheio de momentos empolgantes e de tirar o fôlego que me fazem preferir Estranged (minha música preferida do Guns) à Nightrain por exemplo.


E, para encerrar e contrariar aqueles que somente criticam a atual fase do Guns (eu era um dessas pessoas até ler essa frase), vou citar uma frase dita por Dizzy Reed, tecladista que ao lado de Axl é hoje o único remanescente da banda do Use Your Illusion:


Não interessa o que façamos, há sempre algumas pessoas que nunca vão se libertar da antiga banda. Mas a maioria das pessoas que vejo estão adorando; perdem a cabeça, dançam e cantam conosco. Não me parece que tenham saudades dos músicos anteriores. Uma a uma, as pessoas estão começando a desistir. A velha banda era um pouco mais caótica e auto-destrutiva; esta banda, na minha opinião, está mais concentrada em seguir o caminho oposto.


Belas e sábias palavras, sem dúvida...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Gary Moore - A Trajetória de um Gênio



É difícil acreditar que um garoto norte irlandês que cresceu em meio a disputas religiosas e conflitos locais do IRA (o exército norte irlandês) em um tempo de pós guerra e muita turbulência tenha chegado onde ele chegou.

Tudo começou quando o garoto Gary Moore, já com 16 anos, participou das gravações do álbum de um grupo Folk chamado  Dr. Strangely Stranger. 

Em 1973, Gary formou o Skid Row (para os desavisados, esse grupo não tem NADA A VER com o grupo de Metal Farofa Melódico de Sebastian Bach), principalmente influenciado pelo Blues e pelo Jazz. O grupo teve até certo prestígio entre grandes músicos para os quais eles abriram shows, e Peter Green (guitarrista do Fleetwood Mac, músico que influenciou muito Moore) pediu pessoalmente a CBS um contrato de gravação para o Skid Row.





Gravaram alguns singles e álbuns e excursionaram pela Europa e EUA, mas não alcançaram sucesso, o que fez com que Gary Moore sai-se em 1972 do grupo. 


Formou em seguida o Gary Moore Band, que só fez um disco, Grindern Storn, hoje considerado um disco da carreira solo de Moore. Porém o grupo não passou desse disco. Depois disso, Gary passou pelo grupo Colesseum II, mais voltado para o Rock Progressivo \o/ e o Jazz Fusion. Porém a permanência dele ali também foi pequena.

O sucesso viria em seguida, quando Gary entrou para o Thin Lizzy (sim, os compositores originais de Whisky In The Jar), um grupo que fez bastante sucesso nos anos 70, trazendo um Hard Rock mais pesado que logo adquiriu bastante fãs. Nessa época estavam abrindo shows para o Queen.





Em 1978 foi solicitado por vários artistas para gravações, e sua fama cresceu. No mesmo ano saiu o 2° álbum solo de Moore, Back On The Streets, que traz a sua música mais conhecida, Parisienne Walkways. 


Em '79 o Lizzy lançou um disco épico e muito famoso considerado o melhor da carreira do grupo chamado Black Rose. Porém isso não impediu que ele saísse novamente do grupo. Em seguida formou o G Force, que não passou de um disco de estúdio.


A década de 80 foi muito produtiva para Moore, que gravou cerca de sete álbuns de Hard Rock que consolidaram de vez sua carreira solo e o tornaram muito conhecido. Por pressão da gravadora, voltou um pouco ao Blues, lançando em 1990 seu disco mais conhecido, Still Got The Blues.



Desde então vem intercalando o Hard Rock e o Blues em seus discos (processo infelizmente terminado há dois dias...)


A carreira de Moore tem tido várias controvérsias, e muitos acham que ele só faz músicas comerciais, coisa que eu nego veementemente. Ora, quem não gostaria de fazer um som comercial assim:




????


E, para encerrar, gostaria de compartilhar uma frase que meu irmão usa para caracterizar guitarristas/cantores do quilate de Steve Ray Vaughan e Gary Moore: "Na hora da distribuição dos talentos no céu, ele passou pela fila duas vezes..." :P


R.I.P.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Morre Mais um dos Grandes!



É caros leitores, infelizmente esse dia 6 de fevereiro nos tira mais um dos maiores músicos de todos os tempos...

Gary Moore, um dos mais talentosos e surpreendentes músicos já vistos morreu dormindo hoje cedo num quarto de hotel na Espanha, onde estava de férias.

Pois é, acaba-se assim uma das mais brilhantes carreiras já vistas, que dificilmente será reposta... Gary Moore tinha um controle assombroso sobre a guitarra, tocando como um virtuoso quando preciso e como um rei do Blues quando preciso. E além da técnica guitarristícas, o cara cantava MUUUITO!


Essas qualidades o transformaram num guitarrista diferenciado e surpreendente, que fez algumas das melhores canções conhecidas. 

Então, para homenageá-lo, vou deixar dois vídeos que acredito que mostrem a essência do som feito pelo músico.









R.I.P.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Grand Funk Railroad: Um dos Melhores e menos conhecidos grupos americanos

É difícil encontrar um grupo americano tão bom e versátil quanto o Grand Funk Railroad. 

O som do grupo traz um Funk (não carioca, PELO AMOR DE DEUS!!!) em sua definição pura, com toques de Hard Rock, Blues e até psicodelia em alguns momentos. As composições muitas vezes longas (para padrões da época) trazem melodias complexas que demonstram os conhecimentos acima da média dos músicos, esses que, aliás, cantam de forma poderosa e bonita, mostrando muita versatilidade nas composições.



Como diria meu irmão, os caras faziam um Hard Rock Setentista nos anos 60, ou seja, eram visionários e já tinham em mente uma sonoridade que seria a base da música na década seguinte.


Outra coisa surpreendente é a técnica do baterista  Don Brewer, muito desenvolvida para a época (é claro que havia muitos bateristas virtuosos, mas nem todos tinham a coragem dele de se mostrar para o público, como no solo de baterua da música abaixo):





O Grund Funk permanece como uma pérola semi escondida da grande massa, e poucos conhecem a fundo o som da banda. Uma pena, por que, além de ser uma banda gostosa de ouvir, é um daqueles grupos inesquecíveis, que lhe acompanharão por toda a vida. 


Mesmo eu conhecendo eles a pouco tempo, posso dizer que serão sempre um dos meus grupos preferidos daqui pra frente, presença obrigatória nas minhas audições futuras.


Então fica aqui minha recomendação para os leitores: Ouçam o Grund Funk pois o som dos caras é F*%$, não irão se arrepender!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Como Evoluir No Rock

Hoje de manhã, sem muita idéia do que ouvir, coloquei o primeiro álbum do Deep Purple, Shades Of Deep Purple para tocar. 

Ora, "e o que tem demais nisso?" você pode pensar.

É que eu já tinha ouvido há alguns meses esse disco, e não tinha gostado muito. Tinha o achado meio monótono e chato, visão que se esfacelou hoje ao ouvi-lo pela segunda vez. Isso me fez perceber que, quando não gostamos pela primeira vez de um disco ou música, não quer dizer que ele não seja bom. 

Tá certo, isso envolve gostos e percepções musicais únicas de cada ser humano, mas acho importante destacar que tudo o que ouvimos nos leva para uma Evolução Musical constante (com exceção dos pagodeiros, é claro), e que faz com que o que repudiamos hoje seja uma coisa fantástica meses ou anos depois. 

Eu sou o perfeito exemplo disso, já gostei de muitas coisas que hoje me envergonham, como t.a.t.u.  , e não gostava de coisas que hoje me orgulho de gostar, como Pink Floyd e tudo relacionado a Rock Progressivo \o/ 

Então vou postar agora algo que tenho escrito no computador há algum tempo, mas ainda não tinha achado apropriado postar. Pois bem, depois de hoje acho legal postar isso, para talvez ajudar aqueles meio perdidos no meio de tantos estilos e grupos distintos...

Não obrigo ninguém a seguir isso, eu próprio não segui, mas só agora tenho discernimento para ver que essa é a melhor fórmula para crescer musicalmente...

1ª Fase: Punk Rock

Todo rockeiro que se preze tem que começar a ouvir rock através do punk, ponto de partida “obrigatório” para repertórios de bandas de garagem.
Inicie com Ramones, pois eles possuem um som mais fácil de ser assimilado.
Em seguir ouça:Bad Religion, The Misfits, Sex Pistols, The Clash, The Offspring, Tequila Baby, Green Day (entre outras, que apesar de serem essencialmente simples em estrutura tem algumas fórmulas elaboradas em certas músicas).

2ª Fase: Hard Rock / Grunge / Hard Core
Essa fase é bastante importante, pois é ela que causa a “transição” da simplicidade extrema para elaboração, e possibilita a assimilação de métodos distintos de composição. Aconselho iniciar com Kiss, que possui mais “afinidade” com punk, sem deixar de ser elaborado.
A seguir ouça: Guns N’ Roses (de preferência a fase inicial), AC/DC, Aerosmith, Bon Jovi, Queens Of Stone Age (que irá possibilitar os primeiros contatos com o experimentalismo), Cachorro Grande, The Hellacopters, Nirvana, Foo Fighters, The Who, Rise Against (entre outras).

3ª Fase: Metal / Metal Melódico
É a fase que dará ao rockeiro equilíbrio entre o início e o fim dessa lista. Aconselho iniciar com Metallica, e a seguir ouvir:
Edguy, Rolling Stones, Judas Priest, Megadeth, Pantera, Skid Row, Scorpions, Van Halen, Whitesnake, Deep Purple, Angra, Stratovarius, Gary Moore (entre outras).

4ª Fase: Heavy Metal / Orchestral Metal
Fase muito importante, que é onde “estacionam” muitos rockeiros (e também onde muitos “emigram” para outros estilos, como Trash Metal, Black Metal, entre outros, os quais não irei mencionar). Eu recomendo iniciar por Iron Maiden, e depois seguir para:
Led Zeppelin, Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Dragonforce, Black Label Society, Nightwish, System Of A down, Blind Guardian, Rhapsody, Marilyn Manson (entre outras).


5ª Fase: Blues / Southern Rock / Experimental

Pode parecer loucura, mas voltar os olhos para coisas mais “calmas” nesse momento é bem interessante, além de “curar” o cérebro depois de tanta pancadaria do estilo anterior, “prepara” o rockeiro para assumir plenas capacidades de entrar nos estilos seguintes. Recomendo iniciar com o “mestre” Jimi Hendrix, e depois partir para:
Steve Ray Vaughan, Eric Clapton, Beatles, The Doors, Lynyrd Skynyrd, 38 Special, Joe Satriani, Steve Vai, Dire Straits, Bob Dylan, Jeff Beck, Audioslave, Amorphis, Queen, The Eagles, The Police, Iron Butterfly (entre outras).

6ª Fase: Rock Progressivo – 1ª Parte
Essa fase encerra as fases anteriores de maneira perfeita, pois abre espaço para o experimentalismo sem deixar de lado os conceitos “aprendidos” nas fases anteriores. Para não causar muito conflito, recomendo iniciar por Rush, e depois seguir para:
Rainbow, Kansas, Frank Zappa, Uriah Hipp.

7ª Fase: Rock Progressivo – 2ª Parte / Metal Progressivo
Fase que demora mais tempo para ser “digerida”, mas que é bastante importante para definir o destino final do rockeiro. Acho interessante destacar que eu me encontro nessa fase agora.
Recomendo iniciar com Dream Theater, e depois seguir para:
Pink Floyd, Yes, Genesis (a fase inicial), Emerson Lake & Palmer, Jethro Tull, Nektar, Camel, Gentle Giant, Triumvirat (entre outras).

8ª Fase: Indefinido
Acho importante destacar que, ao chegar aqui, o rockeiro pode seguir para qualquer rumo (desde que não vire Emo).



A Evolução Musical é algo lento, muito lento, e que requer paciência, pois nós não podemos gostar de algo só por que nos obriguemos a gostar... 

Como diria Bob Dylan: "Você não deveria deixar outras pessoas escolherem o que você gosta".
Então evolua no seu tempo, mas não chegue ao ponto da Amy... Pô na última imagem avacalharam :P

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

19 Anos (e um dia) da Morte de uma Garganta de Ouro

É caros leitores, há exatos 19 anos e um dia morria um dos maiores cantores que o mundo conheceu, dono de uma das vozes mais lindas e poderosas já concedidas a algum ser humano.

Falo de Freddie Mercury, a lenda, porta voz da lendária banda Queen, a primeira a quebrar as barreiras entre o Pop e o Rock, tão criticada na sua época, e tão bajulada hoje.

Mercury não foi inovador somente na música, mas foi um dos primeiros a admitir publicamente a homossexualidade, e depois adimitir ser portador do vírus HIV, pronunciamento feito um dia antes de sua morte.

Tô pouco me lixando pra viadagem dele, o cara tinha uma voz concedida a poucos, linda, poderosa, profunda, aliada a um carisma impressionante com o público, uma união rara, que se encaixou perfeitamente com a sonoridade única do Queen.

Pra mim ele só perde pro Dio, e olha que a parada é dura!

Então fica aqui minha humilde homenagem a esse gênio que foi tão cedo... vídeo esse que possui mais de 21 milhões de visualizações (!)



R.I.P.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Os Primeiros Anos Do Jethro Tull

Nem todos conhecem Jethro Tull (não caros leitores, não estou falando do agricultor inglês inventor da semeadeira mecânica), e talvez isso cause constrangimentos na hora de falar de suas influências, principalmente para aqueles que não sabem nem o que é Rock progressivo...

Mas o fato é que o Jethro Tull contribuiu MUITO para a popularidade e expansão do estilo nos anos 70 e 80. E, se hoje eles são lembrados mais por discos como Thick As A Brick e Crest Of A Knave (que tirou o Grammy de Melhor Performance Rock Pesado/Metal do Metallica em 89, fato discutido até hoje), a sua fase inicial é pouco lembrada.

A banda, formada em 1967, no início não tocava Rock Progressivo, até por que o estilo não existia, e estava recém nos primórdios. Tocava um Blues de primeira qualidade, só que um tanto quanto diferente, pela presença da flauta.

O primeiro disco da banda, This Was (é impressão minha ou os integrantes da banda parecem Hobbits?), de 68 traz um som bem interessante, e é audição obrigatória para aqueles que querem conhecer mais sobre o Blues. 


Ouça a melhor faixa do disco (na minha opinião), It´s Breaking Me Up.



Foi um disco bem recebido pelos críticos e pelo público, e vendeu relativamente bem, mas marcou a saída do guitarrista Mick Abrahams, que queria se firmar no Blues, enquanto o líder da banda, Ian Anderson, queria desenvolver um som mais complexo, coisa que ele afirmava ser impossível no Blues, para ele um estilo limitado.


Assim, seu próximo álbum, Stand Up, de 1969, traz uma nova sonoridade, mais progressiva e viajante, contando inclusive com uma composição de Johann Sebastian Bach, as músicas restantes sendo compostas por Ian Anderson. 

Foi um álbum que fez bastante sucesso, alcançando a primeira colocação dos mais vendidos da Inglaterra. 


O álbum seguinte, Benefit, trouxe o som da banda pela primeira vez acompanhados por teclados, sendo estes tocados por John Evan, embora ele fosse apenas um músico contratado, e não um membro oficial do grupo.


É um disco com bastante ênfase na guitarra de Martin Barre, que eu considero um dos melhores guitarristas do Universo Progressivo. Teve boa vendagem, mas foi só o predescessor de um dos melhores e o mais famoso álbum do Tull, Aqualung, de 1971, que abriu as portas para tudo o que ocorreria com a banda à seguir, embora isso não seja mais o começo da banda, tema que venho abordando nesse post.


A maioria das bandas dessa época possuiu um começo meio "confuso", e tiveram que lutar para formar sua própria identidade, mas aí é que está a principal diferença do Jethro Tull: eles TINHAM uma identidade própria desde o início, e, apresar da mudança do som com o passar do tempo, tudo estava dentro dos moldes construídos no primeiro álbum.


Para quem não conhece a banda, essa fase inicial é uma boa pedida para se familiarizar ao universo dao grupo, e preparar os ouvidos para álbuns como Thick As A Brick.

sábado, 18 de setembro de 2010

40 Anos de Morte DO Gênio


É caros leitores... Há exatamente 40 anos atrás morria o maior guitarrista de todos os tempos, o mestre Jimi Hendrix. 

Não farei uma biografia dele aqui por que isso é totalmente desnecessário. 

Hendrix merece destaque como o maior de todos por muitos motivos. Além de possuir uma técnica e habilidade incríveis na guitarra (mesmo não sendo virtuoso), era dono de uma voz muito boa.

E, se não pela forma de tocar, Hendrix merece destaque pela sua genialidade como visionário. Conseguiu ver e realizar coisas que ninguém nunca tinha feito e incorporado à musica antes de forma magistral, estando em muitos aspectos décadas à frente de seu tempo. 

Fica abaixo minha humilde homenagem ao gênio que foi tão cedo... R.I.P.: 



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Semana Especial Led Zeppelin - Dia VII - O Preço de Lucifer

Venho hoje para falar dos dois pontos finais da carreira do Led: a última turnê americana de 1977 (antes do lançamento de In Through The Out Door e a morte de John Bonhan). Espero que gostem!

(Notaram na cara de chapado de Jimmy Page?)

A turnê americana de 1977 foi um desastre, tanto em termos técnicos quanto de imagem. Foi programada e dividida em três partes, com shows em grandes estádios, todos com ingressos esgotados. 

Mas, durante essa época, Page estava viciado em heroína, e já havia se tornado escravo da droga. Tinha também aderido a uma dieta de líquidos, o que o emagreceu muito. Sua performance no palco foi em alguns shows no mínimo desastrosa, com um show (não me lembro em que cidade) que teve de ser interrompido após Page cair no chão (disseram que Jimmy teve um desconforto estomacal e que logo voltariam, mas não voltaram).

Em outro show, nova interrupção, por que Page estava tentando tocar Stairway To Heaven no braço errado de sua guitarra dupla, algo reforçado por bottlegs da época. 

O repertório do show teve várias variações, e pela primeira vez o público pareceu impaciente com a apresentação da banda. Nessa época, o solo de Bonzo em Moby Dick era de 45 minutos, e a música No Quarter era ampliada até mais de 30 minutos.

Mas não era só no palco que aconteciam problemas. Quando um garoto tentou tirar uma placa com o nome da banda de um trailer da equipe, um dos seguranças repreendeu duramente o garoto, chegando a dar-lhe um tapa. O único problema é que o garoto era filho de Peter Grant. Bonzo, que assistiu a cena correu e falou a Grant, que se enfureceu. Ele, Bonzo e mais dois capangas foram até onde estava o segurança, um trailer, e deram uma surra monstruosa nele. Ele só conseguiu fugir quando um deles tentou lhe arrancar um olho (!)

No dia seguinte, uma divisão da SWAT cercou o prédio onde estava a banda, prendendo os quatro envolvidos por agressão. Eles ficaram algumas horas na cadeia e depois saíram após pagar fiança.

Em relação às drogas, nessa época eram compradas centenas de gramas de cocaína e muitas outras drogas, e havia uma revendedora que trabalhava exclusivamente para a banda. Bonzo se afundava cada vez mais na bebida, pedindo muitas doses de bebida seguidas ao entrar em um bar, empinando-as logo em seguida. 

A segurança da banda também havia alcançado proporções gigantescas, e haviam vários "capangas" para cada membro das banda, muitos tinham passagem pela polícia e eram verdadeiros bandidos, sempre carregando armas consigo.


Em 1978 retornaram para os estúdios e gravaram In Through The Out Door (do qual falei no post anterior), que seria seu último álbum de estúdio.

Durante o início dos anos 80, o Zeppelin começou uma turnê comemorativa pela Europa chamada Zeppelin Over Europe 80, quando tocaram Train Kept A-Rolling' no início dos shows, a primeira música que haviam tocado juntos, e algo que queriam mostrar ao público.

Após essa turnê se reuniram para ensaiar para a próxima turnê americana, e no dia 25 de Setembro de 1980, durante uma das já famosas festas da banda, Bonham, que pra variar havia bebido demais, foi colocado em uma cama em um dos quartos da mansão de Page, onde morreu asfixiado no próprio vômito. Estima-se que ele tenha consumido cerca de 40 doses de Vodka antes de "capotar" e ser colocado lá. 

A banda, chocada com o acontecimento, imediatamente deu uma nota à imprensa dando a banda como encerrada, por não acharem possível prosseguir sem Bonham.


AGRADECIMENTOS FINAIS

Gostaria de agradecer imensamente a todos aqueles que acompanharam essa semana especial com atenção e vem comentando, complementado e elogiando meus posts.

Agradeço também ao meu irmão, que me emprestou seus dois livros do Led Zeppelin que serviram de pesquisa para esses posts...

Então é isso, espero que tenham gostado, e Muito Obrigado a todos!