figurinhas do rock: van halen
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sexta-feira, 30 de março de 2012

Van Halen de volta com Dave Lee Roth: a grande notícia dos últimos anos

Estreio nesse blog escrevendo (com algum atraso, é verdade) sobre o que considero o grande lançamento e a grande notícia dos últimos anos: o novo disco de inéditas do Van Halen.

Não pelo disco em si.

Não pela volta do Van Halen em si.

O motivo da fodalhice dessa notícia é o retorno do Van Halen com Dave Lee Roth nos vocais.

Depois de muitos anos tendo como vocalista um senhor chamado Sammy Hagar (que até canta bem, mas, como você sabe, não tem o "right stuff"), a banda que ajudou a criar o hard rock atual traz de volta aos palcos o homem que ajudou a criar o conceito atual de frontman.

Ao lado da Revelação que significou a contribuição do guitarrista Eddie Van Halen à sonoridade e à técnica das bandas de rock pesado, a postura de palco saracoteante de Dave Lee Roth ditou os rumos da performance de um frontman de superbanda digno da definição.

Com Roth, foi hiperbolizada a ideia, que já se percebia em algumas bandas de hard rock, de que o vocalista não é apenas um cantor, mas um showman, por isso sua apresentação inclui figurinos escandalosos, movimentos acrobáticos e muito rebolado (alguém aí lembrou do Elvis?).

Mas a performance de Roth não era apenas visual. Ele tinha mojo também para cantar. Sua voz rouca e seu estilo cheio de punch casavam perfeitamente com a proposta sonora do grupo:




Esse estilo único fez muita falta após a saída de Roth da banda, no auge do sucesso, em 1984. O estilo de cantar do seu substituto, Sammy Hagar, era redondinho demais, certinho demais, careta demais. Faltava a Hagar a macheza meio gay de Roth, a coragem de ser ridículo, a desenvoltura, o talento para se conectar à plateia e levá-la ao orgasmo.

Agora, o grande Dave Lee Roth está de volta à ativa com a sua banda. Mais velho. Menos brega. Com menos fôlego, menos preparo físico, menos voz. Mas, com um pé nas costas, o velho ainda dá de 10 a 0 na maioria desses jovens que fazem sucesso hoje em dia: 

domingo, 29 de agosto de 2010

52 Anos do Rei do Pop


É caro leitor... Hoje, 29/08/2010, o Rei do Pop Michael Jackson (R.I.P.) faria 52 anos. Para além de qualquer discussão e dúvida, eu digo que o cara era um GÊNIO. Sua capacidade desconcertante de misturar incríveis linhas vocais com passos de dança inovadores transformou-o numa lenda-viva. Bom, viva até o dia 25 de junho do ano passado, quando um médico FDP aplicou uma dose grande demais de Propofol em Michael, o que causou sua morte. 

Não estou dizendo que o médico é o único culpado, por que com certeza Michael deve ter dito para ele realizar a injeção, mas um profissional gabaritado JAMAIS deveria aplicar em seu paciente uma dose grande demais de um medicamento perigoso, ainda mais no caso de Michael, que apresentava saúde frágil. 

Para homenagear esse incrível músico, que conseguia ser rockeiro mesmo cantando Pop, aqui vão dois vídeos de músicas um tanto quanto clichês do Rei, mas que demonstram bem sua genialidade:


Beat It Live



Billie Jean Live

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Como fazer um bom cover

Desde que o homem criou a música, alguns artistas, seja para homenagear seus artistas favoritos, seja para fazer sucesso com regravações de músicas de outras bandas, tem usado do “artifício” de regravar músicas de outros para, algumas vezes, aumentar seus lucros.

Nesse meio há muita música boa... mas também há muita porcaria.

Fazer um bom cover é uma verdadeira arte, pois qualquer detalhe (a mais ou a menos) pode fazer com que a música fique horrível. Por isso que resolvi escrever esse post, que espero que faça com que os leitores recebam mais elogios que críticas (pois nunca se pode agradar a todos) pelos seus covers.

Dica 1: Equilíbrio é fundamental. Não adianta querer improvisar demais nas músicas, nem querer tocá-las exatamente iguais às dos artistas “coverizados”. Na minha opinião, exageros são vistos em:

Kashimir - Angra

Dica 2: Originalidade. É fundamental manter em mente que seus covers (especialmente se forem gravados em discos) devem ter pelo menos algumas diferenças com os originais. Uma boa pedida é modificar um pouco os solos (se eles existirem), não simplesmente trocando-os por solos seus, mas mantendo traços do original. Mas, lembre-se: elementos demais podem tornar uma obra brilhante em algo supérfluo.

Vejo um bom equilíbrio em:

Stargazer – Dream Theater (álbum Black Clouds & Silver Linings)

You Really Got Me - Van Halen (álbum Van Halen)


(aqui abro um parêntese para discordar do blogueiro Marcos Bragatto, que diz ser essa a melhor gravação da música do The Kinks, coisa que eu discordo, pois a versão original é melhor... Para ver a opinião dele, clique aqui.)

Dica 3: Qualidade e profissionalismo. Tente ser o mais profissional possível, não deixando margem para críticas no que diz respeito às suas capacidades musicais em comparação com as do artista “coverizado”. Gostaria de mostrar um exemplo de um cover MUITO mal feito:

Wasted Years - Angra

Dica 4: Tirar o “salto alto”. Não ache que por que você tem capacidade de tocar como o artista que está “coverizando” você sabe mais do que ele. Na maioria das vezes esse tipo de arrogância é muito mal recebido pela platéia, o que pode estragar a sua imagem. Portanto, seja humilde, e perceba que criar e copiar são coisas completamente opostas.