figurinhas do rock: Metallica
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sexta-feira, 4 de março de 2011

Por que ...And Justice For All é um Álbum Especial?



...And Justice For All, ahhh ...And Justice For All, um disco tão pouco falado mas tão maravilhoso... 


É bastante subestimado, acredito que principalmente por se encontrar entre dois álbuns clássicos do Metallica, o genial Master Of Puppets (1986) e o comercial Metallica (1991). 


A própria criação do álbum foi uma verdadeira superação: em 27 de Setembro de 1986 o baixista Cliff Burton morria esmagado pelo ônibus da banda, o que pôs fim a um talento incrível e a uma carreira ainda em construção. Isso causou dúvidas sobre o futuro nos 3 membros restantes e o fim foi cogitado.


Por fim, com o apoio até da família de Burton, os membros restantes fizeram audições para encontrar um novo baixista, que se personificou, no dia 28 de Outubro de 1986 em Jason Newsted.


Assim começou o processo de composição e gravação do álbum, que culminaria em um dos discos mais completos do Heavy Metal.


A temática obscura do disco dá ao som do Metallica um tom maduro que não estava presente nos discos anteriores, e a abordagem de temas polêmicos como a venda da justiça estão maravilhosamente retratados nas nove faixas do disco.


Há obras primas como ...And Justice For All (de mais de 9 minutos, com passagens acústicas e, é claro, muito peso e solos que mostram toda a técnica dos músicos), One (uma música cheia de momentos surpreendentes, com solos incríveis, dedilhados belíssimos e passagens entorpecentes), e To Live Is To Die, um instrumental de mais de 9 minutos, que foi uma homenagem a Cliff Burton, contando na parte final com frases que Cliff gostava de citar. Pra mim é a melhor das 3 grandes músicas instrumentais feitas pelo Metallica.


Há no disco um som coeso e que mostra uma grande banda tentando juntar os cacos de uma tragédia e tentando seguir em frente da melhor forma possível. Nem todos os que passam por uma experiência traumática conseguem voltar a ativa com tanta qualidade e de cabeça erguida.


Pra mim o ..And Justice For All foi um divisor de águas na carreira do Metallica, o fim da fase mais complexa e pesada da banda e o último grande álbum deles, que, com o retorno não tão positivo (pra piorar ainda perderam o Grammy (que eles já contavam como ganho certo) de música pesada para o Jethro Tull em 1989 , uma banda que nem é de Rock pesado) fez com que eles mudassem completamente sua direção musical, optando por um som mais comercial... Uma pena...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Death Magnetic: O Retrato de Uma Banda Por Um Fio

As vezes me sinto o Velho do Saco (muitos não entenderão o significado da expressão, por isso vou explicar: Velho do Saco seria aquela pessoa que vai juntando coisas que julga que algum dia terão utilidade, mas que nunca serão usadas realmente).

No meu caso, nunca nego mais músicas para meu HD (é claro, desde que seja de Rock de verdade), o que faz com que eu tenha dezenas de artistas que nunca ouvi nem sei o que são nos meus 149 Gb de arquivos.

Então, tentando reduzir um pouco a parcela desconhecida resolvi um disco que nunca tive vontade de ouvir, o Death Magnetic do Metallica.

Por que nunca tive vontade de ouvi-lo? Nem eu sei ao certo, mas talvez seja o fato de achar que o Metallica não é nem a sombra do que já foi (afinal, a decepção com o St. Anger foi muito grande...)

Pois bem, comecei a ouvir a primeira música, That Was Just Your Life e já pensei: "Hein?".

Bom, a música começa com um dos dedilhados obscuros característicos do grupo, passando depois para um som pesado e pulsante, mas que não mostra em nada o som de antigamente.

O que pude notar é que o som está mais difícil de ser assimilado que antigamente, por isso precisei ouvir o disco 3 vezes para entender seus movimentos melódicos.

Porra, cadê aquele James Hetfield que GRITAVA: "HIT THE LIGHTS!!!"? A voz dele decaiu demais nesses anos, e seu timbre mudou completamente. Bom, a idade é F*%$... Seu desempenho na guitarra pelo menos foi satisfatório, o que pra mim é o fundamental...

Agora vamos a bateria. Fico feliz que Lars Ulrich tenha trocado o kit de panelas Tramontina (e olha que essa frase foi sem exageros, pelo amor de Deus!!!) que usou no último disco por uma bateria decente de novo. Seu estilo pesado e cortante voltou, com bumbo duplo em muitos momentos, mas já não mostra o mesmo estilo inovador dos anos 80.

No baixo, Trujillo fez o seu trabalho impecável de sempre, não se destacando em nenhum momento, mas segurando muito bem as músicas. 

E, nos solos que voltaram (GRAÇAS A DEUS!!!) Kirk se destaca novamente, com seu estilo super rápido e de muita pegada. É claro que não vemos solos geniais como o de Master Of Puppets nem de One, mas o seu desempenho foi muito bom, e os solos empolgam.

Agora vou falar de um ponto que para muitos deve ter passado despercebido, mas que notei logo de cara: O tamanho das músicas. Músicas longas sempre foram um ponto clássico do Metallica, mas agora acho que elas atrapalharam.

As músicas parecem perder a intensidade conforme os minutos passam, e isso tende a tornar a audição um pouco cansativa. Não que músicas menores salvariam o som final, mas talvez viessem a calhar melhor nesse ponto de menor criatividade do grupo.

Não há grandes destaques, pois as músicas parecem ter a mesma essência sonora, embora a segunda, The End Of The Line, pareceu resgatar um pouco daquela vitalidade de antigamente, com riff's surpreendentes e pulsantes que tornaram o Metallica no que é hoje.

O disco trouxe uma tentativa de fazer o Metallica voltar ao seu som característico, e embora seja muito elogiado acho que merece um mediano apenas. Se fosse outra banda talvez merecesse um muito bom, mas como é o Metallica, um mediano está de bom tamanho...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Três dias e Duas Mortes

Sábado, dia 25, há exatos 30 anos (e dois dias) foi a morte da "Besta" John Bonhan, baterista do Led Zeppelin.


Pra mim ele foi O MAIOR de todos, por vários motivos. Além de bater MUUUITO forte (algo que a maioria não fazia na época) era dono de uma técnica avassaladora que deixava todos de boca aberta. 

E se seu espírito destrutivo durante as turnês fosse motivo para falatórios, era um pai de família exemplar, sempre preocupado com o bem estar da mulher e do filho Jason. 

Como diria um amigo de meu irmão: "Bonzo tinha mal de Parkinson".

E, para homenageá-lo, deixo abaixo um vídeo que mostra um pequeno pedaço de sua capacidade na bateria:




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E hoje, caros leitores, é o dia em que morreu o MESTRE Cliff Burton, baixista do Metallica, outro com capacidades acima da média no instrumento em que tocava. Foi ele o responsável pelo som pesado e "selvagem" do início do Metallica, muito apreciado até hoje. 

Talvez seja só suposição minha, mas acredito que se ele estivesse vivo nunca que iria aceitar a direção musical mais pop adotada pelo grupo à partir do disco Metallica de 1991, preferindo se firmar no Trash Metal clássico do grupo.

E, para homenagear esse monstro do Heavy Metal aqui vai um vídeo que mostra toda sua técnica:

                    


R.I.P.

terça-feira, 8 de junho de 2010

[RESENHA] CD Metallica - ...And Justice For All - Elektra - (1988)


1) Blackened ----------------------6: 42
2) ...And Justice For All -----------9: 45
3) Eye Of The Beholder -----------6: 25
4) One ---------------------------------7: 26
5) The Shortest Straw ------------6: 35
6) Harvester Of Sorrow -------------5: 45
7) The Frayed Ends Of Sanity ------7: 44
8) To Live Is To Die -------------------9: 48
9) Dyers Eve -----------------------5: 13

DISCO
Primeiro disco lançado após a morte do baixista Cliff Burton, é aquele que eu considero o último grande disco do Metallica antes do lançamento do mais comercial Metallica (1991). É um disco bastante diferenciado, com muitas texturas distintas dentro das composições, e uma grande demonstração das habilidades individuais dos músicos.
Foi um álbum que vendeu muito bem, e que foi citado na lista dos 200 álbuns definitivos no Hall da Fama do Rock.

MÚSICAS
1) Blackened
Começa com um dueto, que engata em uma música bem trash, extremamente rápida e volumosa. Tem dois solos extremamente rápidos.

2) ...And Justice For All

Música incrível, que começa com um dedilhado e um solo, intercalando peso e “leveza”. É seguido de uma seqüência de riffs ultra pesados que serva de base para as estrofes, que culminam em um refrão com bastantes mudanças na bateria. Tem dois solos impressionantes. Varia na parte final, com várias texturas.

3) Eye Of The Beholder
Música com peso e volume extremos, com uma batida incrível. Tem as clássicas paradas da banda durante as estrofes e os refrões. Tem um solo bem interessante.

4) One
Grande clássico da banda, essa música contém um dos mais bonitos duetos já criados na história, com um dedilhado incrível, e peso encaixado nos lugares certos. A música contém vários momentos e texturas. Tem um solo sem distorção, muito bonito por sinal, e um na parte pesada.
5) The Shortest Straw
Mais trash, essa música é bem pesada e embalada, com várias paradas. Tem um solo longo, com vários harmônicos artificiais, e muita velocidade.

6) Harvester Of Sorrow
Música interessante, que mescla peso “absurdo” com um dedilhado que dá a música um aspecto mais “duro”. Tem um solo bem interessante com muitos bends.

7) The Frayed Ends Of Sanity
Mais uma música com peso “absurdo”, com velocidade média, com tempos que mudam bastante. Tem um solo de muita velocidade e volume.

8) To Live Is To Die
Semi-instrumental. Para mim é a melhor do disco, mesclando um começo calmo com grande peso e mudança de tempos. Essa música contém muitos riffs e um solo incrível. É seguido de uma parte calma, que traz um segundo solo muito bonito e de muita pegada. Possui uma parte falada à partir de 7: 35, que faz menção à um poema de Paul Gerhardt. Termina com o dedilhado inicial. Algumas partes dessa canção foram feitas por Cliff Burton, e o título é uma das frases que ele gostava.

9) Dyers Eve
Música mais pesada do disco, essa música mescla muita velocidade tanto na bateria quanto nas guitarras com paradas de peso esmagador. Contém um solo longo, de velocidade extrema e muito wah-wah.