figurinhas do rock: Resenhas
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Discos Injustiçados: Shades Of Deep Purple - Deep Purple


Venho hoje falar de um disco do Deep Purple que a maioria das pessoas sequer sabe que existe, e com certeza é considerado um dos mais inexpressivos do Purple.

O disco de estréia do Deep Purple merece destaque no mundo da música por “não parecer” Deep Purple. Ora, como assim?

Bom, é que primeiro é necessário se ambientar a época em que ele foi feito. Era 1968, e o Rock tal como o conhecemos ainda não havia sido criado. Hendrix havia despontado em Londres há pouco tempo, Jimmy Page ainda estava formando o Led Zeppelin, os Beatles ditavam as regras, e não havia nenhum padrão sobre o que era rock pesado ainda.

Então cinco cabeludos se uniram através de uma idéia no mínimo inusitada de Chris Curtis, na qual vários músicos talentosos se uniriam e revezariam em volta da sua bateria, como num carrosel (o nome do grupo seria Rondabout).

Mas Curtis saiu do grupo, e os restantes tinham uma gravação marcada e poucas músicas para compor o disco. Ora, e o que fazer agora? Em grupos comuns uma situação dessas seria desastrosa, mas esse não era um grupo comum.

De nome novo (Deep Purple, nome da canção favorita da avó do guitarrista Ritchie Blackmore) juntaram as composições prontas e fizeram releituras de músicas famosas na época, entrando em estúdio e gravando o primeiro álbum, Shades Of Deep Purple.

O álbum traz os moles do que seria o Purple, mesmo estando absurdamente distante do som pelo qual o grupo seria conhecido. Os duetos de teclado e guitarra entre Ritchie Blackmore e John Lord já podem ser ouvidos, embora de forma mais contida, e a sessão rítmica da banda cumpre bem seu papel, sem excessos nem exibições pessoas, tocando o necessário (esse, aliás, que é um dos princípios do grupo).

O som tende para o Progressivo em alguns momentos, o que pode ser visto na faixa inicial, And The Adress, um instrumental de grandíssima qualidade, com os riff’s simples e gostosos de ouvir do grupo já aparecendo. Em seguida é a vez de Hush, música do artista Joe South, que tornou o Purple bastante popular nos EUA. É dançante, poderosa e contagiante. Uma bela escolha de cover, sem dúvida.

Mais uma original do grupo em One More Rainy Day, música mais lenta e embalada, que me lembrou um pouco os Beatles, e também Frank Zappa nos refrões. A música seguinte é dividida em duas partes, a) Prelude: Happiness e b) I'm So Glad, sendo a primeira uma introdução fantástica com base na música espanhola feita pela banda, e a segunda uma regravação de uma música do Cream. A união das duas ficou perfeita, muito harmoniosa, e parece que é uma música só.

Mandrake Root traz um estilo pulsante e contagiante, pesado e ao mesmo tempo plácida, realmente muito boa. A seguinte é uma grata surpresa para fãs dos Beatles. Trata-se da regravação da música Help, sucesso da banda na época, e que apresenta arranjos muito diferentes do original, e faz desse um trabalho surpreendente e único.

Love Help Me talvez seja a música que mostra mais presença do som futuro da banda, com ritmo mais embalado e rápido, instrumental simples e preciso em todos os sentidos, e com destaque para a bateria agressiva de Ian Paice, que surpreende pela precisão.

E, para encerrar, uma das melhores regravações que já vi, pois apresenta arranjos extremamente diferentes do original, da música Hey Joe de Jimi Hendrix, iniciada e terminada por melodias espanholas, que dão um toque especial ao som dinâmico da faixa.


Com certeza um dos grandes momentos dos anos 60, o início de uma das maiores e mais bem sucedidas carreiras já feitas até hoje, que merece estudo. Pode não possuir aquele som épico encontrado nos álbuns clássicos do grupo, mas foi o que possibilitou a criação dele, e de certa forma de toda a estrutura do Rock Pesado dos anos 70.


É um disco profundo, que tem um som diferente do habitual, e que deve ser ouvido com cuidado para ter sua proposta melhor dissecada.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Death Magnetic: O Retrato de Uma Banda Por Um Fio

As vezes me sinto o Velho do Saco (muitos não entenderão o significado da expressão, por isso vou explicar: Velho do Saco seria aquela pessoa que vai juntando coisas que julga que algum dia terão utilidade, mas que nunca serão usadas realmente).

No meu caso, nunca nego mais músicas para meu HD (é claro, desde que seja de Rock de verdade), o que faz com que eu tenha dezenas de artistas que nunca ouvi nem sei o que são nos meus 149 Gb de arquivos.

Então, tentando reduzir um pouco a parcela desconhecida resolvi um disco que nunca tive vontade de ouvir, o Death Magnetic do Metallica.

Por que nunca tive vontade de ouvi-lo? Nem eu sei ao certo, mas talvez seja o fato de achar que o Metallica não é nem a sombra do que já foi (afinal, a decepção com o St. Anger foi muito grande...)

Pois bem, comecei a ouvir a primeira música, That Was Just Your Life e já pensei: "Hein?".

Bom, a música começa com um dos dedilhados obscuros característicos do grupo, passando depois para um som pesado e pulsante, mas que não mostra em nada o som de antigamente.

O que pude notar é que o som está mais difícil de ser assimilado que antigamente, por isso precisei ouvir o disco 3 vezes para entender seus movimentos melódicos.

Porra, cadê aquele James Hetfield que GRITAVA: "HIT THE LIGHTS!!!"? A voz dele decaiu demais nesses anos, e seu timbre mudou completamente. Bom, a idade é F*%$... Seu desempenho na guitarra pelo menos foi satisfatório, o que pra mim é o fundamental...

Agora vamos a bateria. Fico feliz que Lars Ulrich tenha trocado o kit de panelas Tramontina (e olha que essa frase foi sem exageros, pelo amor de Deus!!!) que usou no último disco por uma bateria decente de novo. Seu estilo pesado e cortante voltou, com bumbo duplo em muitos momentos, mas já não mostra o mesmo estilo inovador dos anos 80.

No baixo, Trujillo fez o seu trabalho impecável de sempre, não se destacando em nenhum momento, mas segurando muito bem as músicas. 

E, nos solos que voltaram (GRAÇAS A DEUS!!!) Kirk se destaca novamente, com seu estilo super rápido e de muita pegada. É claro que não vemos solos geniais como o de Master Of Puppets nem de One, mas o seu desempenho foi muito bom, e os solos empolgam.

Agora vou falar de um ponto que para muitos deve ter passado despercebido, mas que notei logo de cara: O tamanho das músicas. Músicas longas sempre foram um ponto clássico do Metallica, mas agora acho que elas atrapalharam.

As músicas parecem perder a intensidade conforme os minutos passam, e isso tende a tornar a audição um pouco cansativa. Não que músicas menores salvariam o som final, mas talvez viessem a calhar melhor nesse ponto de menor criatividade do grupo.

Não há grandes destaques, pois as músicas parecem ter a mesma essência sonora, embora a segunda, The End Of The Line, pareceu resgatar um pouco daquela vitalidade de antigamente, com riff's surpreendentes e pulsantes que tornaram o Metallica no que é hoje.

O disco trouxe uma tentativa de fazer o Metallica voltar ao seu som característico, e embora seja muito elogiado acho que merece um mediano apenas. Se fosse outra banda talvez merecesse um muito bom, mas como é o Metallica, um mediano está de bom tamanho...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Semana Especial Led Zeppelin - Dia III - Inventa-se o Heavy Metal

Depois da turnê da banda pela Escandinávia, onde o Zeppelin já vinha apresentando uma série de músicas novas que seriam gravadas no seu primeiro álbum, eles entraram nos Olympic Studios de Londres para fazer as gravações. A experiência de Jimmy Page e John Paul Jones em estúdios foi decisiva para a rapidez de gravação e qualidade do álbum.

Com o disco pronto, Peter Grant partiu para os Estados Unidos, e conseguiu fechar o melhor negócio conhecido até então, um contrato com a Atlantic, que lhes rendeu um gordo adiantamento, e garantiu um lançamento do álbum em Janeiro de 1969.

Antes do lançamento, a banda realizou uma turnê pelos Estados Unidos abrindo para bandas maiores, e foi possível notar o que o Zeppelin seria mais tarde, pois as torcidas enlouqueciam com seu som pesado, e as bandas que vinham depois deles não tinham tão boa "aceitação".

Por fim, o álbum Led Zeppelin I saiu, e foi mal recebido pelos críticos. Mais voltado para reinterpretações de músicas de outros artistas (nem todos creditados), o álbum foi bastante comparado ao disco Truth de Jeff Beck, lançado um ano antes, o que causou irritação dos músicos, que não viam o menor cabimento na comparação. 

A verdade é que, apesar de muito criticado, o álbum é excelente, contando com um perfeito equilíbrio entre partes plácidas e pesadas, algo que se tornaria marca registrada da banda.

Iniciando com a dançante, vibrante e pesada Good Times Bad Times (uma das únicas originais da banda no disco), é seguida da F-A-N-T-Á-S-T-I-C-A Babe I'm Gonna Leave You, algo que Jimmy Page classificou como uma música com diferenças entre "luz e sombra". Com dedilhados em contraste com partes pesadas, a faixa ganha uma interpretação no mínimo impressionante de Robert Plant.

You Shook Me traz um blues de muita qualidade, e é seguida de uma das faixas mais clássicas do Zeppelin, Dazed And Confused, bastante experimental, e que foi por anos a peça central dos shows do Zeppelin, sendo ampliada em até 45 minutos.

Com uma pegada mais pop, Your Time Is Gonna Come traz os teclados afinados e de bom gosto de John Paul Jones, e abre espaço para a acústica Black Mountain Side, que era tocada por page desde os tempos dos Yarbirds sob o nome de Black Water Side.

Communication Breakdown traz todo o peso e voracidade da banda, e se tornou instantaneamente um clássico, sendo um dos muitos pontos altos dos shows do Led daí pra frente. Mais um blues incrível vem em I Can't Quit You Baby, com Robert Plant puxando seus agudos desafiadores em meio à riffs desconcertantes de Page.

E, para encerrar esse álbum fantástico, How Many More Times, que começa com uma linha de baixo incrível, e segue mais um riff impressionante, que vem mostrando toda a técnica de Page e de Bonzo, que faz uma batida pesada e técnica.



Mesmo não tendo apoio da crítica, o álbum caiu logo no gosto popular, e fez a banda lotar os locais por onde tocava daí por diante. Um fato interessante dessa fase, é que, em um show (que eu não me recordo onde foi realizado), a banda tocou seu set normal (que nessa época era de cerca de uma hora), e o público pediu bis. Após esse bis a banda saiu da banda, mas o público, descontrolado, subiu no palco e praticamente os obrigou a voltar. 

Após tocar o set novamente o público queria mais, e eles tentaram fazer coisas originais, mas após algum tempo se cansaram disso, e começaram fizeram covers e interpretações de bandas como os Beatles e The Who, e o show teve mais de 4 horas de duração.

Nessa época fizeram muitos shows, e na estrada começaram a surgir as idéias para o próximo álbum. Em meio aos shows, começaram a fazer gravações em diversos estúdios, e assim, o álbum foi tomando forma. Mas demorou à sair por causa de problemas na mixagem, e só foi lançado em 22 de Outubro de 1969.

Um grande clássico do Rock Pesado, trouxe um Zeppelin mais crú e pesado, onde grande clássicos apareceram. 

O primeiro é a música incrível Whole Lotta Love, com seu riff inicial inconfundível. É seguido da música com um dos melhores (se não o melhor) riff de Jimmy page, Heartbreaker. 

A mais plácida What Is And What Should Never Be traz outra faceta da banda, com um vocal mais suave, mas com um refrão bastante pesado, e um solo muito bonito.

A vibrante The Lemon Song traz o Hard Rock clássico da banda, com vocais desafiadores, baixo vibrante, batida precisa e guitarra  blueseira. 

A grande balada do disco, Thank You foi a primeira música com letra de Robert Plant, em homenagem a sua esposa. Tem bastante influência do teclado de Jones, e é na minha opinião a menos expressiva do álbum. Em seguida, a dançante Living Loving Maid (She's Just A Woman) traz a fórmula de sucesso do Zeppelin, com um solo muito bom de Page e um vocal desafiador.

A praticamente acústica Ramble On traz um pouco do som celta que influenciou a banda, com bastante arranjos de cordas, realmente muito bons. A instrumental e pesada Moby Dick na verdade serve de base para o famoso solo de bateria de Bonzo, que ao vivo a ampliava em quase 40 minutos em algumas ocasiões.

E, para encerrar o álbum, algo que não poderia faltar, um blues de qualidade, encarnado em Bring It On Home, com uma linha de gaita de boca fantástica de Plant, e um riff de guitarra simples e e qualidade.


Em conclusão é preciso notar a qualidade dos dois primeiros álbuns do Led, que "saltam aos ouvidos", que mostram a grande qualidade individual de cada músico, e mostram tudo o que o Zeppelin viria a se tornar. Foi o pontapé inical para a fama, e depois dele, a banda ganhou bastante reconhecimento (do público, é claro) por que a imprensa sempre os criticou, até nos anos áureos. É uma pena...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Aqua, Novo Álbum do Angra

É isso mesmo, mais uma grande banda com CD saído direto do forno...
Hoje, 17 de Agosto de 2010 foi o dia que a banda brasileira Angra escolheu para lançar seu novo álbum, o tão esperado Aqua. 
Dias atrás postei sobre a produção desse álbum, que foi registrada pela banda em uma série de vídeos, desde os primórdios da pré-produção feita pelos músicos até a mixagem do álbum.

Pois bem, o resultado de todo aquele duro trabalho está finalmente à disposição dos fãs da banda, em cinco versões diferentes (parecido com o álbum do Maiden, eu sei, mas fazer o que?). 

Acredito que nesse momento a melhor definição desse álbum que eu posso dar é: "Valeu à pena esperar!"
Assim como o novo álbum do Maiden, o som aqui capturado me surpreendeu muito, embora eu tivesse menos expectativas em relação ao Aqua por já ter certa noção do que seria apresentado nesse trabalho.

E, se você assistiu aos vídeos da pré produção, assim como eu, mas ainda não ouviu o disco, não se engane! O material apresentado nas filmagens é apenas o material bruto do álbum, sem tratamento, e não é completo. O som apresentado no álbum é infinitamente melhor que aquele!


Extremamente trabalhado, Aqua é realmente muito superior aos dois álbuns anteriores, trazendo o melhor do Angra e juntando mais dinamismo e detalhes às composições. Misturas equilibradas de peso, linhas progressivas, música clássica e virtuosidade figuram por entre todas as faixas, o que torna Aqua um álbum bastante coeso.


Realmente, como já foi dito, os músicos estão na sua melhor fase, e o entrosamento da banda é perceptível nas composições. 
Aqueles que não gostavam do baterista Ricardo Confessori (como eu) vão ter que se render à batida precisa, pesada e técnica dele, que fez um excelente trabalho nesse álbum. A "dupla dinâmica" de guitarras está bastante coesa, e se completa de forma surpreendente, o baixista Felipe Andreoli esbanja virtuosismo e o cantor Edu Falaschi demonstra uma grande maturidade vocal, que não estava presente nos álbuns anteriores.


Músicas


1) Viderunt Te Aquae - Previsível? Talvez. A verdade é que essa introdução segue a linha  de inicialização dos álbuns do Angra. Apocalíptica, é recheada de sons de trovões, sinos e um coral que lembra muito monges.


2) Arising Thunder - Seguindo a linha de músicas como Carry On, Nothing To Say e Nova Era, Arising Thunder tem tudo para ser o grande clássico do álbum. Power Metal puro, possui os riffs, solos e lick's rápidos e pesados característicos da banda, mas com diversos momentos e mudanças.


3) Awake From Darkness - O excelente riff do começo engata em outro voltado para notas oitavadas (que será usado novamente nos refrões), e à seguir Edu começa a cantar a letra de forma quase agressiva, o que valoriza a composição. Aos 2: 46 um dos riffs mais pesados já compostos pela banda dá um clima obscuro à música. 
Mas é então que a banda para e apenas um piano faz uma bela linha melódica (me lembrou muito a música The Show Must Go On do Queen), acompanhado por um violino, ao final da qual um solo com pegada e velocidade é executado, lembrando um pouco a música clássica. Pra mim é a melhor do disco, indiscutivelmente.


4) Lease Of Life - Inicia com uma belíssima linha de piano, acompanhada pelo vocal preciso de Edu.  A banda vai entrando aos poucos, dando mais espaço para o piano. Os músicos entram com tudo em 2: 14, com um solo de muita pegada, realmente muito bonito.


5) The Rage Of The Waters - As notas tocadas no início da música dão lugar para um riff que me lembrou bastante Nothing To Say. Em seguida mais ênfase para o vocal, com um instrumental de bastante qualidade ao fundo. Isso vai se sucessedendo até 2: 10, quando Felipe segura a base, e a banda entra em um riff muito pesado, intercalando ele com riffs de baixo. 
Então a composição volta para o andamento normal, e após algumas "firulas", dois solos (para dizer o mínimo) impressionantes são executados. Mais voltados para a velocidade são de grande perfeição técnica. À seguir Edu volta cantando, e o o refrão é novamente executado.


6) Spirit Of The Air - Possui um início com um dedilhado muito bonito. Possui belas mudanças entre peso e calmaria, com texturas bem interessantes. No meio um coral faz uma bela vocalização, e a banda volta com tudo. Um solo extremamente belo é executado, e em seguida o vocal retorna. Termina com uma bela parte instrumental, em que o som daquela guitarra arábica é bem perceptível ao fundo.


7) Hollow - Tem um riff muito pesado no início. A música segue bem pesada até 2: 23, quando um dedilhado incrível de violão é feito (se você viu os vídeos é só lembrar do AntiSquick). Possui um solo com bastante pegada após isso. Na parte final, riffs extremamente pesados tomam conta da música.


8) A Monster In Her Eyes - Começa com dedilhados muuuito bonitos, e depois engata numa bela balada, bem pesada, mas que intercala partes ais calmas no meio, como a parte dos solos. Termina com os dedilhados do início.


9) Weakness Of A Man - Kiko Loureiro realmente fez um belo trabalho nessa introdução, em uma linha de violão que me lembrou música brasileira. Muda bastante, com várias texturas distintas. Realmente uma grande canção, possui solos muito bons.


10) Ashes - Uma linha de teclado bastante obscura serve de base para a voz de Edu, e uma bela balada se segue à isso. Na parte final o peso é mais intenso, mas nada que modifique a beleza geral da composição.


Realmente um álbum excelente bastante complexo, e que trouxe um Angra bastante maduro e entrosado, sem medo de ousar e arriscar um som mais progressivo. Talvez, como diria Edu, Aqua se torne O grande clássico da história do Angra, tamanha sua perfeição e cuidado.


Agora só esperemos que a banda continue unida assim por muitos anos...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

The Final Frontier, Novo Álbum do Iron Maiden

Pois é caros leitores, o Maiden lançou hoje, 16 de Agosto de 2010 seu 15° álbum de estúdio, o tão falado e esperado The Final Frontier. 

Após 4 anos de hiato em lançamentos, em que a banda dedicou-se mais à turnês em que tocaram os clássicos que os consagraram, voltaram ao estúdio no final do ano passado para compor, e o lançamento de hoje representa os frutos desse trabalho. 

Contraditório desde antes do lançamento, The Final Frontier marca os 15 álbuns de estúdio que Steve Harris havia planejado lançar no início da carreira. Segundo os músicos eles vão continuar, mas a dúvida ficou no ar...

Confesso que não esperava muito do álbum, mas ao ouvi-lo (bendito seja quem criou o Torrent!) tive uma viajem musical que nunca esperava ter. Os caras fizeram um trabalho impecável, que, como os anteriores, trouxe diferenças no som sem perder a identidade da banda. 

O que mais me impressionou foi a maturidade demonstrada pelos músicos nas canções, a coragem de testar um som mais progressivo sem ter medo de perder seu peso clássico. Ele também está presente no disco. Os riffs esmagadores e cortantes característicos da banda estão presentes nas músicas, aliados a passagens mais "calmas", com dedilhados de grande beleza.

O baterista Nicko McBrain continua batendo forte e pesado, Steve Harris demonstra a mesma perfeição como músico e compositor, e Bruce Dickinson parece ganhar mais vitalidade e força na voz conforme o tempo passa.

Músicas

O disco inicia com a pesada Satellite 15... The Final Frontier, que possui uma introdução de 4 minutos não inclusa no clip da música. 

À seguir a já bastante divulgada El Dorado vem acrescentar mais peso ao álbum, com riffs  esmagadores, baixo marcado e vocal agressivo. 

O set continua com a mais Progressiva e marcante Mother Of Mercy, muito bonita por sinal. 

A mais embalada Coming Home traz os primeiros dedilhados do disco, intercalados com muito peso nos interlúdios e refrões, solos incríveis de gelar a espinha e vocal impecável.

The Alchemist traz o Heavy Metal clássico da banda, maior velocidade, riffs, duetos e solos vibrantes e vocal cativante. Na minha opnião será um dos clássicos do disco. 

Isle of Avalon traz um som mais Progressivo e dinâmico, onde a banda explorou bastante a experiência de cada músico, com um resultado final impressionante. 

Starblind traz um clima bem épico, iniciando com dedilhados muito bonitos, e depois engatando em riffs bastante pesados, que vão sendo modificados no decorrer da música. Possui os dedilhados do início antes do último refrão, acompanhados por um solo pequeno mas muito bonito. 

The Talisman inicia com frases e dedilhados de violão incríveis (que me lembraram um pouco o início da música The Legacy do álbum anterior) acompanhados por uma bela linha vocal. Aos 2: 25 emerge um peso incrível, acompanhado pela voz desafiadora de Dickinson. Possui duetos muito bons, solos bem diferentes dos habituais da banda e várias mudanças.

Ao ouvir a música The Man Who Would Be King me perguntei "QUE BANDA É ESSA?!". Realmente uma música impressionante, inicia com os dedilhados mais bonitos do disco, e depois segue para um dueto incrível, um dos melhores da banda que eu já ouvi, seguindo para uma linha vocal bem construída, acompanhada pelos riffs clássicos da banda. A parte dos solos é menos inspirada (na minha opinião), mas não reduz a qualidade geral da música.

Li em fóruns que a música When The Wild Wind Blows lembra a carreira solo de Bruce Dickinson, mas seu início me lembrou a música To Tame A Land do álbum Piece Of Mind. A introdução com dedilhado, baixo marcado e som do vento abre passagem para uma música pesada e dinâmica, com vários momentos, e linhas vocais acompanhadas em quase toda a composição por uma guitarra bem executada. 
Os solos são incríveis, e mostram todo o feeling dos guitarristas. Tinha eleito antes a música Isle Of Avalon a melhor do disco, mas When The Wild Wind Blows realmente me deixou de boca aberta. Bem eu já havia ouvido que o melhor é deixado para o final...


O disco realmente me surpreendeu, trouxe um Maiden muito maduro e dinâmico, capaz de passar por diversas vertentes e estilos sem perder a identidade (já tinha dito isso, mas f*da-se). Realmente vale à pena conferir!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Rising Force: Um Disco de Estréia Impecável


Recentemente postei aqui sobre a vida do mestre Yngwie Malmsteen, um dos melhores e mais criticados guitarristas de todos os tempos. Hoje vou falar de seu álbum de estréia na carreira solo, o incrível Rising Force.

Lançado em 1984, esse álbum é a junção de toda a técnica de Malmsteen, onde ele explora de forma equilibrada todas as suas influências, desde o Hard Rock de Ritchie Blackmore até as frases clássicas de Bach, Beethoven, entre outros compositores da época clássica.

Começando com a bela Black Star, que tem no início um belo dedilhado clássico e que depois segue para uma série de solos de gelar a espinha, o álbum passa por músicas de várias texturas diferentes, como a pesada e rápida Beyond the Sun, a bela e incrível Icaru's Dream Suite Op. 4, que mescla solos e riff's pesados com belas frases de violão, e as mais rápidas e pesadas Now Your Ships Are Burned e As Above, So Below, que são as duas únicas músicas com vocais do álbum. O disco termina com a pequena Farewell que resume-se a uma linha de violão clássico, que surpreende pela beleza.

Confira abaixo a música Black Star com solos ampliados, numa apresentação incrível, que mostra toda a capacidade de Malmsteen, tanto para músico quanto para poser. Nessa apresentação, além da sua velocidade clássica, Malmsteen mostra um feeling absurdo.
Recomendo ver o vídeo inteiro, para ter uma verdadeira noção de tudo o que esse guitarrista pode fazer. O único negativo é que a imagem e o som não estão bem coordenados, mas isso não diminui a qualidade do vídeo.


Set do disco:
1) Black Star ----------------------4: 53
2) Far Beyond The Sun --------5: 52
3) Now Your Ships Are Burned ---4: 11
4) Evil Eye --------------------------5: 14
5) Icaru's Dream Suite Op. 4 ----8: 33
6) As Above, So Below -------4: 39
7) Little Savage ---------------5: 22
8) Farewell --------------------------0: 49

sábado, 26 de junho de 2010

[RESENHA] CD Amorphis - Skyforger - (2009)


1) Sampo ------------------------------ 6: 08
2) Silver Bride --------------------- 4: 13
3) From The Heaven Of My Heart --- 5: 20
4) Sky Is Mine --------------------4: 20
5) Majestic Beast ----------------4: 19
6) My Sun ----------------------------4: 04
7) Highest Star -------------------4: 44
8) Skyforger --------------------5: 15
9) Course Of Fate ---------------4: 15
10) From Earth I Rose --------5: 04
DISCO
Disco excelente da finlandesa Amorphis, esse disco trouxe uma banda mais madura do que nos discos anteriores, e uma nova mistura no som deles, que apontou mais para o Progressivo, sem deixar de lado o peso e a agressividade características da banda. Apesar da banda não ser muito conhecida, o disco vendeu bem. É um dos meus discos preferidos, e o recomendo sem hesitar.
MÚSICAS
1) Sampo

Linda música, que começa com uma bela linha de teclado, seguida de um riff incrível de guitarra. Ele serve de base para as estrofes, e há outro riff nos refrões. Tem várias mudanças, com duetos e um solo de guitarra muito bem executado, além de um solo de teclado.
2) Silver Bride
Começa com um dedilhado e um solo que é repetido nos refrões. Tem um solo lindo, e não varia muito na estrutura.
3) From The Heaven Of My Heart
Começa com uma linda linha de teclado, que é seguida por um dedilhado e um dueto de guitarras característico da banda. Tem um solo bem interessante, e não varia na estrutura.
4) Sky Is Mine
Mais uma música que tem um solo/riff usado de base para as estrofes. Essa música é quase toda solada, e é muito bonita. Tem um solo de teclado e em seguida um lindo solo de guitarra. Não varia muito na estrutura.
5) Majestic Beast
Música mais pesada do álbum, essa composição caracteriza-se pela voz rouca característica de black metal nas estrofes, que tem um som bem “negro”, demoníaco. O refrão tem um lindo solo, mas não há solo principal.
6) My Sun
Música linda, que mescla belas frases de piano a excelentes riffs de guitarra e solos pequenos nos refrões. Tem um dos solos mais bonitos do álbum. Não varia na estrutura geral.
7) Highest Star
Começa com um lindo dedilhado que serve de base para as estrofes. Os refrões são pesados e tem solos. Tem um belo solo com bastante wah-wah.
8) Skyforger
Começa com um dedilhado feito no violão, que passa por outras texturas e se torna em uma música pesada. Varia na estrutura, tendo um dedilhado e um interlúdio, além de pequenos solos.
9) Course Of Fate
Começa com um solo que se repete nos refrões, se transformando em uma bela música, pesada e dinâmica. Tem um solo não tão inspirado, com muito wah-wah e mais velocidade.
10) From Earth I Rose
É mais pesada em sua maioria, se mantendo assim até quase o fim da música, quando apenas uma guitarra segura uma base simples, e um solo incrível é feito. Para mim é a mais bonita do disco. Tem várias texturas, sendo mais diferente em sua estrutura.

terça-feira, 22 de junho de 2010

[RESENHA] DVD Lynyrd Skynyrd - Sweet Home Alabama



SET-LIST
1) Workin’ For MCA
2) I Ain’t the One
3) Down South Junkin’
4) Double Trouble
5) I Know A Little
6) Saturday Night Special
7) Swamp Music
8) What’s Your Name
9) That Smell
10) Simple Man
11) Gimme Three Steps
12) Call Me The Breeze
13) Sweet Home Alabama
14) Free Bird



SHOW
Numa apresentação digna da formação original da banda, o Lynyrd Skynyrd traz aos fãs presentes no Loreley Festival um show que relembra os grandes clássicos da banda.
Numa apresentação quase impecável, a banda abre o show com a clássica e “embalada” Workin’ For MCA, que engata em I Ain’t the One. Em Down South Junkin’, apresentam um pouco do country do sul dos Estados Unidos.
Com desenvoltura seguem pelas dançantes Double Trouble e I Know A Little. A pesada e clássica Saturday Night Special agita a platéia, e Swamp Music dá seqüência ao set.
Músicas dançantes e “embaladas” como What’s Your Name, Call Me The Breeze e a clássica Sweet Home Alabama contrastam com músicas mais trabalhadas e bonitas, como That Smell, Simple Man e a clássica absoluta e música mais famosa da banda, Free Bird, que dá fim ao show.

EXTRAS
Consiste na apresentação da formação original da banda em Hamburgo em 1974. Eles tocam as três músicas mais famosas da banda, Workin’ For MCA, Free Bird e Sweet Home Alabama. A música Free Bird tem o solo grandemente ampliado, mostrando toda a capacidade dos guitarristas, que esbanjam técnica, e mostram ser bons improvisadores.
Para quem não conhece a banda, esse DVD é um ótimo presente, pois mostra por que o Lynyrd Skynyrd é considerada uma das maiores bandas de palco de todos os tempos.

sábado, 19 de junho de 2010

[RESENHA] CD Iron Maiden - Piece Of Mind - EMI - 1983



1)
Where Eagles Dare --------- 6: 10
2) Revelations ------------ 6: 47
3) Flight Of Icarus ---------- 3: 51
4) Die With Your Boots On ---5: 28
5) The Trooper ------------4: 10
6)
Still Life ---------------4: 53
7) Quest For Fire ---------- 3: 41
8) Sun And Steel -----------3: 26
9) To Tame A Land --------7: 25

DISCO
Primeiro disco com a presença de Nicko McBrain na bateria, que substituiu Clive Burr, esse CD é excelente, e é na verdade uma série de músicas que falam de filmes livros e histórias. Consagrou o estilo de composição da banda, e trouxe um Maiden bastante maduro.
Vendeu muito, e manteve a banda no topo das paradas após o lançamento do The Number Of The Beast, que os tornou mundialmente conhecidos.

MÚSICAS
1) Where Eagles Dare

Começa com um riff de bateria, sendo bem pesada, com riffs bem interessantes. Tem vários momentos, tendo um solo feito em dueto, muito bonito, e bastantes riffs com notas oitavadas.

2) Revelations
Tem riffs mais simples, que engatam em um dueto muito bonito, sendo seguido de um dedilhado de beleza estonteante. Na minha opinião é a melhor do disco, juntando beleza e peso, tendo dois solos muito bons, com muita velocidade, “pegada” e virtuosidade.

3) Flight Of Icarus
Música mais “embalada”, que tem um riff que engata em uma estrofe com variação na forma de tocar das guitarras, que ora “deixam” o baixo fazer a base, ora fazem riffs abafados. Tem uma estrutura mais simples, e dois solos espetaculares. Tem mais um solo incrível após o último refrão.

4) Die With Your Boots On
Começa com um dueto bem interessante, sendo seguido de uma música bem “embalada” e pesada. Tem um solo bem rápido e “violento”, seguido de um dos mais incríveis duetos que a banda já apresentou. Tem um segundo solo com mais “pegada”, de arrepiar, com bastante variação entre frases rápidas e lentas.

5) The Trooper
Grande clássico da banda, essa música se caracteriza pelos riffs intrincados e pela grande velocidade, aliada a uma linha vocal impecável, com várias paradas. Tem dois solos de arrepiar.

6) Still Life
Começa com um bonito solo de gelar a espinha, acompanhado por uma boa linha de baixo. É seguido de uma música “embalada”, de velocidade média, com riffs bem interessantes. Tem duetos muito bonitos, e dois solos muito bons, com muitos bends.

7) Quest For Fire
Segue o estilo das anteriores, com bastante peso, paradas e riffs intrincados. Tem duetos mais “embalados”, com dois solos com bastante “pegada”, bem diferentes um do outro.

8) Sun And Steel
É mais “galopante”, com um refrão bem “embalado”, e estrofes com as guitarras mais abafadas. Tem um solo menor, com maior uso da alavanca.

9) To Tame A Land
Começa com um bonito solo, com aparência mais oriental. É uma música bem interessante, com várias texturas distintas, e uma velocidade menor. Tem vários momentos distintos, com bastante variação, e solos bem “violentos” e rápidos em sua maioria.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

[RESENHA] CD Judas Priest - Nostradamus - Columbia Records - (2008)

Disco 1

1) Dawn Of Creation ----------2: 31

2) Prophecy --------------------5: 26

3) Awakening ----------------- 0: 53

4) Revelations -----------------7: 05

5) The Four Horsemen -------1: 35

6) War ---------------------------5: 04

7) Sands Of Time -------------2: 36

8) Pestilence And Plague -----5: 08

9) Death --------------------------7: 33

10) Peace -----------------------2: 21

11) Conquest ---------------------4: 42

12) Lost Love --------------------4: 28

13) Persecution -----------------6: 34

Disco 2

1) Solitude -----------------------1: 22

2) Exiled -----------------------6: 32

3) Alone ----------------------7: 50

4) Shadows In The Flame -----1: 10

5) Visions ---------------------5: 24

6) Hope ------------------------2: 09

7) New Beginnings ------------4: 56

8) Calm Before The Storm ---2: 05

9) Nostradamus ------------6: 43

10) Future Of Mankind ----8: 29

DISCO

Primeiro disco conceitual da banda, também foi o primeiro disco que eu ouvi do Judas Priest. Sou um pouco suspeito pra falar, porque adoro álbuns conceituais, mas considero esse um dos melhores (se não o melhor) disco do Judas Priest.

A história gira em torno do alquimista e vidente Nostradamus durante todos os dois discos. Foi um álbum que repercutiu bem e teve boa vendagem. Mostra um Judas Priest bastante maduro tanto nos métodos de composição quanto nas performances individuais dos músicos.

MÚSICAS CD 1

1) Dawn Of Creation

Resume-se a uma linha de teclado, que vai aumentando, até que as guitarras começam a fazer um solo simples.

2) Prophecy


Engata na outra, e é muito pesada, seguindo a mesma linha por toda a composição, com exceção da parte depois do solo. Tem um solo.

3) Awakening

Resume-se a uma introdução feita com violões, num belo dedilhado, com um fundo feito pelo teclado, e uma bela linha vocal.

4) Revelations

Engata na outra, já começando com um dueto de guitarra que segue para um riff destruidor. As estrofes têm um riff abafado de guitarra, e o refrão notas soltas e um dos guitarristas faz um solo de fundo, igual ao do início da música. Tem várias mudanças, passando para um belo solo no violão, que serve de introdução para três rápidos solos de guitarra. Na minha opinião é a melhor do disco.

5) The Four Horsemen

Uma linha de órgão serve de base para a linha vocal.

6) War

Resume-se a um riff de bateria, seguido da voz e do teclado. As guitarras soam somente abafadas em algumas partes, e em acordes soltos no refrão. Tem um solo de teclado. A parte final consiste de uma série de notas feitas nas cordas agudas da guitarra, junto com o vocal.

7) Sands Of Time

Um dedilhado de violão é a base para a linha vocal. Tem um riff no violão, que é seguido de mais uma linha vocal e mais um riff, que é acompanhado pelo teclado.

8) Pestilence And Plague

Como as anteriores, ela é grudada na música anterior. É pesada, seguindo uma estrutura básica, que vai intercalando riffs, estrofes e refrões. Tem dois solos, que são seguidos de um bonito dueto.

9) Death

Começa com um sino e uma linha de teclado, que é seguida por um riff incrivelmente pesado, que dá uma aparência macabra a música. Tem longas estrofes, que são intercaladas com um refrão ultra pesado e volumoso. Tem um solo rápido, que intercala paradas em algumas notas. Acelera na parte final, e tem um segundo e um terceiro solos, mais “consistentes” em formato.

10) Peace

É composto de acordes, seguido de um dedilhado, e acompanhado pelo teclado.

11) Conquest

Música pesada e “embalada”, que segue uma estrutura simples. Tem dois solos feitos com bastante feeling.

12) Lost Love

Música mais calma, que pode ser classificada como romântica, que tem bonitos dedilhados e linhas de teclado. Tem um solo lento mas incrível, que “toca a alma”.

13) Persecution

Começa calma, mas ganha bastante velocidade, volume e peso. Tem dois solos muito rápidos, que são seguidos por um rápido dueto. Termina de maneira calma, como no começo, dando um final bem impactante.

MÚSICAS CD 2

1) Solitude

Limita-se a uma linha de teclado que vai aumentando o volume.

2) Exiled

Contém um uso bastante grande do teclado, com estrofes com as guitarras sem distorção. O refrão é pesado. Tem velocidade baixa. Tem um solo com a guitarra com o som bem distante, dando a impressão de longitude.

3) Alone

Começa com uma linha de violão que é seguida por um pequeno solo de guitarra muito bonito, que surpreende. Após, a música ganha um grande peso, passando por riffs e bases pesadas. Tem um solo. Na parte final, a estrofe volta a ter a base de violões. O refrão pesado volta, sendo seguido por um rápido solo de guitarra.

4) Shadows In The Flame

Começa com um dedilhado de violão e uma linha de teclado. Tem uma linha vocal calma.

5) Visions

Começa com grande peso, e é uma das mais pesadas do disco. Tem vários riffs, e um solo.

6) Hope

Como as outras, ela tem uma linha de teclado, que é seguida por um dedilhado feito na guitarra. É mais calma, e tem velocidade baixa.

7) New Beginnings

Música mais bonita em sua constituição, com dedilhados de violão nas estrofes, muitas frases de piano e peso em algumas partes, principalmente nos refrões. Tem um solo lindo, sendo feito pelos dois guitarristas, num bonito dueto.

8) Calm Before The Storm

Feito na forma de um solo/dedilhado na guitarra com wah-wah, segue por um bonito dedilhado, que é acompanhado por uma bela linha de teclado.

9) Nostradamus

Começa com uma linha de teclado bem impactante, que dá lugar para uma música ultra pesada e rápida, bem no estilo heavy metal. Tem riffs intricados que acompanham as estrofes e refrões. Tem dois solos incrivelmente rápidos, seguidos por um rápido dueto.

10) Future Of Mankind

Tem peso desde o início, mas é mais lenta, criando um efeito estarrecedor. Na minha opinião é a melhor do disco, tendo dois solos lindos, antecedidos e entremeados por um incrível dueto. Termina com uma linha de teclado que deixa o ouvinte na expectativa, como se a história ainda não tivesse acabado.